23/10/2015 às 15h30
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Servidores encerram paralisação com apitaço e abraço simbólico no TJ

Os servidores do Judiciário paraibano encerraram, nesta quinta-feira (22), a paralisação de três dias com realização de um abraço simbólico ao prédio do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), com apitaço e uso de nariz de palhaço em João Pessoa.

Os organizadores comemoraram a adesão em massa dos servidores através das mais de cinquenta Comarcas, de um total de setenta e oito, que aderiram à paralisação nestes dias 20, 21 e 22 de outubro. Ocasião na qual os servidores realizaram ato público em frente ao TJPB, reivindicando que o presidente do órgão atenda a pauta de solicitações das categorias.

Durante estes dias, os trabalhos na Justiça ficaram paralisados em todo o Estado retornando a normalidade apenas nesta sexta-feira (23), quando voltarão a ocorrer audiências agendadas, atendimento ao público, expedições, cumprimento de determinações e mandados judiciais.

Para Benedito Fonseca, presidente do Sindojus-PB, “a pauta salarial dos servidores apresentada ao presidente do Tribunal de Justiça desde o início do ano não está sendo respeitada. Os servidores do quadro lutam, dentre outros vários pontos, pela adoção de percentual da database que reflita as perdas decorrentes da inflação e também pela incorporação dos auxílios aos vencimentos e a abertura dos editais de remoção”, diz.

Benedito afirma que para o conjunto dos servidores efetivos “o aumento de salário concedido para quem já recebe bem, diretores e assessores dos desembargadores que não são do quadro, só causa mais intranquilidade e indignação aos servidores. Também não se aponta nenhuma solução para a Resolução 153/2012 do CNJ que trata das diligências dos Oficiais, o que causa prejuízo financeiro à categoria, enquanto há uma clara demonstração de disponibilidade orçamentária para esse fim”, declarou.

Os representantes das categorias afirmaram ainda que o próximo passo será a realização de uma nova assembleia no dia 28 de outubro, com o objetivo de avaliar o movimento e analisar a possibilidade de deflagração de uma greve geral por tempo indeterminado.

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