13/10/2015 às 11h18
JGR

Empresa envolvida em suposto esquema com Veneziano não contratou funcionários

Um documento remetido pelo Ministério do Trabalho e Emprego à ´CPI do ex-tesoureiro´, instalada na Câmara Municipal de Campina Grande, forneceu novos dados dados sobre a empresa envolvida com o suposto esquema de desvio de dinheiro na gestão de Veneziano Vital.

Conforme documentos, a empresa não contratou nenhum funcionário no período em que teoricamente prestou serviço ao prefeito Veneziano. A empresa não entregou a RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) – listagem dos funcionários existentes – do ano de 2014. De 2005 a 2013 a RAIS é negativa. Ou seja, não foi registrado nesse período um funcionário sequer.

No relatório  do MTE, nesse período de tempo o citado, o CNPJ (registro da empresa na Receita Federal) teve uma mudança em termos de razão social: passou de Cantalice Engenharia Ltda., para JGR Construções Ltda., – a partir de 2012. Cantalice é o sobrenome do engenheiro Roberto, ex-dono da JGR e ex-servidor (fiscal) da Secretaria de Obras da PMCG, que se suicidou há algumas semanas.

A empresa JGR é acusada de ter feito obras ´fantasmas´ ou ter faturado em duplicidade  para a PMCG números que somam cerca de R$ 10 milhões, de acordo com o denunciado pelo então tesoureiro da Secretaria de Finanças, Rennan Trajano, ao jornal Folha de São Paulo.

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