18/05/2015 às 21h32
Estado luta contra o abuso

A cada 16 horas uma denúncia de violência sexual contra crianças e adolescentes é feita na Paraíba

A cada 16 horas uma denúncia de violência sexual contra crianças e adolescentes é feita na Paraíba. O estado é o 14º do Brasil no número de casos, com 136 denúncias no primeiro trimestre do ano segundo levantamento do Disque 100.

A violência sexual é a quarta violação mais recorrente contra crianças e adolescentes denunciada no Disque Direitos Humanos. Segundo a gerente de Proteção Social Especial da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano (Sedh), Gabrielle Andrade, o número de denúncias é alto, mas é possível que haja uma “supernotificação”. “O Disque 100 recebe a denúncia e encaminha para vários órgãos, a exemplo dos Creas [Centros de Referência Especializados da Assistência Social] e do Ministério Público. O problema é que eles contabilizam cada encaminhamento, então um caso pode ser contabilizado mais de uma vez. Essa é uma problemática enfrentada em todos os estados e nós já levamos essa questão para a coordenação do canal”, explicou.

O serviço do Disque 100 funciona 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados. As ligações são feitas de qualquer terminal telefônico (fixo ou móvel) por meio da discagem direta do número 100. As denúncias podem ser anônimas e o sigilo das informações é garantido, quando solicitado pelo demandante. As demandas recebidas são encaminhadas, no prazo máximo de 24 horas, aos órgãos competentes para apuração das responsabilidades.

Além do Disque 100, o governo estadual ainda mantém o Disque 123, que recebeu 18 denúncias no primeiro trimestre Além destes dois números, a Sedh tem outros programas, projetos e serviços para atender a situações de violência sexual contra crianças e adolescentes.

Os Creas atendem às crianças que sofreram violências e também às famílias delas. São 26 unidades estaduais espalhadas por mais de 150 cidades, além de 78 municipais. No ano de 2014, cerca de 500 casos desse tipo foram atendidos pelos Creas, com apoio de equipes especializadas.

Outra atividade desenvolvida no estado é o Programa de Proteção de Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM), que atende a crianças e adolescentes que foram revitimizadas por meio de ameaças. “Às vezes acontece por elas falarem que sofreram o abuso, que foram exploradas. Então nós damos proteção a essas crianças”, comentou Gabrielle. As vítimas que sofreram ameaças de morte são acomodadas em um local seguro, onde recebem acompanhamento de equipe multiprofissional. O programa é sigiloso.

Comentários

Recomendado para você