Caso Rebeca: Acusado de matar estudante chora, nega que tenha matado garota e mãe da vítima passa mal

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Sou inocente isso é uma tentativa de dar satisfação a sociedade. Me colocaram como bode expiatório”. Foi dessa maneira que Edvaldo Soares da Silva, acusado de participação no assassinato de Rebeca Cristina, se defendeu durante o julgamento que acontece no Tribunal do Júri de João Pessoa.

A mãe da menina Rebeca passou mal e foi atendida na ala de primeiros socorros do Fórum Criminal de João Pessoa.

Tereza Cristina disse que a sensação era de estar revivendo o dia em que o corpo da filha foi encontrado. “Eles queriam chamar o Samu, porém lembraram que tinha uma equipe médica de plantão (no Fórum Criminal).”

Durante o depoimento, Edvaldo chorou e alegou que estava trabalhando no Presídio do Roger no momento do crime, que pediu dispensa por volta das 14h para ajudar na busca pela jovem e que não conhece possíveis suspeitos do assassinato.

“Eu tenho essas pessoas que testemunham contra mim como inimigas. Antes elas eram amigas, mas agora inimigas. Sempre tive bom relacionamento com Rebeca e com Tereza [mãe de Rebeca]. Muitas vezes a mãe dela me chamava de ‘babão’ porque tratava Rebeca como filha”, alegou Edvaldo.

Suposto caso homossexual

Questionado sobre o achado que Rebeca fez no celular sobre um suposto caso homossexual, Edvaldo afirmou que quem encontrou a mensagem foi Cristina, ex-mulher dele e mãe de Rebeca, e ele negou o caso, dizendo que havia recebido cantadas.

“Rebeca não falou de ter encontrado mensagem no meu celular quem encontrou a mensagem foi Cristina. Ela me interrogou e eu disse que era uma pessoa que estava dando em cima de mim. Cristina só pegou uma mensagem e o contexto não batia com o que estão afirmando no inquérito. Se eu tivesse experiência homossexuais, eu não teria casado com Cristina e tido filho com ela”, afirmou Edvaldo.

Juiz questiona contradição

Em determinado momento, Edvaldo, que havia relatado ter trabalhado durante todo o dia do crime sem sair do Presídio do Roger, afirmou que saiu do presídio para ir deixar alimentação em uma casa vizinha a unidade prisional e foi questionado sobre a contradição do depoimento.

Em resposta, Edvaldo alegou que saiu por duas vezes, sendo uma para atender uma ligação de Cristina, mãe de Rebeca, e outra para aguardar a chagada de uma viatura da PM, quando ele seria liberado do serviço.

Encontro do corpo

“Quando eu cheguei a casa, ela vinha chegando no carro do cunhado dela e eu entrei para tomar banho. Quando terminei, chegou a viatura e eles [policiais] me disseram que tinha uma menina na mata e me chamaram para ir lá”, disse Edvaldo.

Em seguida, Edvaldo contou que reconheceu o corpo de Rebeca dentro da mata e que se dirigiu para casa, ainda na viatura, para contar sobre o caso a mãe da jovem.

“Sou inocente”

Edvaldo também afirmou que não foi até a casa de uma amiga de Rebeca para questionar sobre o que ela sabia da morte da enteada. “Se eu tivesse ido, o pai dela teria batido em cima. Nunca ameacei ninguém e sou inocente”, disse.

No depoimento, Edvaldo foi questionado pela Promotoria sobre um processo que existe contra ele por estupro de vulnerável. O crime teria acontecido anos após o assassinato de Rebeca e sido confessado pelo próprio Edvaldo por meio de depoimento e assinatura. “É manobra para macular minha conduta. Não me lembro de ter assinado confissão”, disse o réu.

O júri popular

Edvaldo Soares da Silva, réu no assassinato de Rebeca Cristina Alves Simões, ocorrido em julho de 2011, vai a júri popular a partir das 9h desta quinta-feira (28). O julgamento deve se alongar até a noite e está sendo realizado no Fórum Criminal da Capital pelo titular do 1º Tribunal do Júri, Marcos William de Oliveira.

O julgamento vem sendo acompanhado por diversas pessoas e antes de ser iniciado uma fila foi formada para entrada no Tribunal. Durante o julgamento, serão ouvidas cinco testemunhas do Ministério Público e quatro da defesa, além do interrogatório do réu.

Com Correio

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