Suspeitos de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco são presos no Rio de Janeiro

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O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), com o apoio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, prenderam na manhã desta terça-feira (22), cinco suspeitos de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Gomes, no Rio de Janeiro.

A Operação Os Intocáveis foi desencadeada em áreas controladas por milícias no Rio de Janeiro. A ação envolve 140 policiais que cumprem 13 mandados de prisão preventiva.

Os presos integram uma das milícias mais antiga do estado, a de Rio das Pedras, bairro da zona oeste da capital fluminense.

A Operação tem como objetivo desmantelar uma milícia que explora o ramo imobiliário ilegal em Rio das Pedras, que, segundo informações da polícia, atuaria de forma violenta. Há indícios de que dois dos alvos de prisão comandem o chamado Escritório do Crime, braço armado da organização, especializado em assassinatos por encomenda. Os principais clientes do grupo de matadores profissionais são contraventores e políticos.

Na ação, foi preso o major da Polícia Militar Ronald Paulo Alves Pereira, de 43 anos. O suspeito é investigado por integrar a cúpula do Escritório do Crime. Ele foi foi denunciado por comandar os negócios ilegais como grilagem de terra e agiotagem. Também é réu no processo de homicídio de cinco jovens na antiga boate Via Show, em 2003, e vai a júri em abril deste ano.

Também foi preso Manuel de Brito Batista, o Cabelo, que atua na quadrilha como contador e gerente armado.

Marielle Franco foi assassinada em março de 2018,com quatro tiros na cabeça e seu motorista Anderson Gomes, atingido por três balas.

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