“Jamais recebi doação ou qualquer tipo de contribuição da JBS”, diz Manoel Jr. sobre acusações da PF

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O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Junior (PSC), se pronunciou através de uma nota, após ser alvo da operação Lava-Jato e ter seu apartamento “invadido” nessa sexta-feira (10) pela Polícia Federal para cumprimento de mandados de busca e apreensão.

O ex-deputado federal, que de acordo com o delegado Mario Velloso, da Polícia Federal de Minas Gerais, operou em um esquema da JBS para beneficiar a empresa numa movimentação que visava extinguir inspeções em frigoríficos estaduais e municipais e recebeu cerca de R$ 50 mil para inserir emendas na Medida Provisória 653/2014, da qual foi relator, disse que é inocente, e que “jamais recebeu doação ou qualquer tipo de contribuição da JBS para suas campanhas”.

A operação dessa sexta é mais um desdobramento da Lava Jato para desarticular uma organização criminosa que atuava na Câmara dos Deputados e no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Confira na íntegra a nota de Manoel Júnior:

Em referência às notícias veiculadas sobre o mandado de busca e apreensão cumprido em imóvel de minha propriedade na manhã desta quinta-feira (09), as quais, de forma leviana e irresponsável, colocaram sob suspeição o exercício da minha atividade parlamentar enquanto deputado federal, venho a público, por meio da presente, me posicionar:

 

1 – Segundo soube pela imprensa, a ação foi derivada de depoimento em colaboração premiada do Sr. Lúcio Funaro.

2 – Não conheço, não tenho, nem nunca tive qualquer tipo de relação com esta pessoa.

3 – Jamais recebi doação ou qualquer tipo de contribuição da JBS para minhas campanhas.

4 – Meus advogados estão diligenciando em Brasília para buscar informações sobre o processo, que desconheço.

5 – Após ter acesso aos autos, ciente das circunstâncias que levaram a esta abusiva ação, farei nova manifestação.

6 – Nas funções públicas que exerci e na minha vida privada jamais pratiquei qualquer ato à margem da lei. O sentimento é de absoluta indignação. De outro lado, confiando na Justiça, coloco-me inteiramente à disposição de todas as Autoridades para quaisquer esclarecimentos em busca da verdade, que demonstrará, indubitavelmente, que nenhum ilícito foi cometido por mim seja no exercício ou não das minhas funções.

7 – Afirmo, com serenidade e segurança, que minhas atividades parlamentares nunca ultrapassaram os limites legais. Mantenho a tranquilidade de quem nada deve. As investigações demonstrarão que eventuais acusações contra minha pessoa, as quais desconheço, repito, serão devidamente esclarecidas provando que nenhuma irregularidade pratiquei.

Manoel Júnior

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