Radialista Fabiano Gomes preso pela Polícia Federal vai para presídio PB1, em João Pessoa

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O comunicador e empresário Fabiano Gomes, envolvido na operação ‘Xeque-Mate’, vai para a Penitenciária Dr. Romeu Gonçalves de Abrantes, o PB1. A decisão foi tomada na tarde desta quinta-feira (23) pelo juiz Adilson Fabrício, em audiência de custódia realizada no Fórum Criminal Ministro Oswaldo Trigueiro de Albuquerque Mello, em João Pessoa.

A defesa do radialista ainda solicitou que ele permanecesse na sede da Polícia Federal, mas a decisão não foi acatada pelos juízes. Os advogados de Fabiano ainda alegaram possíveis problemas de saúde, pedindo para que ele fosse encaminhado para a enfermaria da unidade prisional. Em depoimento, Fabiano Gomes revelou que teria esquecido de comparecer para cumprir as medidas cautelares exigidas pela justiça exatamente por causa dos possíveis problemas de saúde.

A audiência de custódia foi comandada pelo juiz Adilson Fabrício Gomes Filho, da Vara Criminal de João Pessoa. Quinze pessoal puderam ficar dentro da sala para acompanhar os depoimentos. Fabiano Gomes não estava algemado.

Foto: Alex Silvestre/TV Manaíra

Fabiano Gomes foi preso nessa quarta-feira (22) em decorrência das investigações da Operação Xeque-Mate, que apura desvios de dinheiro público e fraudes na administração do Município de Cabedelo, Região Metropolitana de João Pessoa. Ele foi conduzido para a sede da Polícia Federal no início da manhã, por força de mandado de prisão preventiva. A ordem judicial, expedida pelo desembargador João Benedito, do Tribunal de Justiça da Paraíba, aconteceu após descumprimento de medida cautelar.

A defesa do empresário justificou que “uma das medidas cautelares determina que Fabiano compareça, uma vez por mês, para assinar documentos na Justiça. Neste mês de agosto, por conta de dias de atraso no comparecimento, a Justiça compreendeu o ato como desobediência”.

Entenda a operação

Deflagrada em abril deste ano, a Operação Xeque-Mate foi motivada, segundo a Polícia Federal, por uma denúncia de que o prefeito Leto Viana teria forçado vereadores a assinarem cartas-renúncia. Caso algum deles votassem contra as intenções da gestão, o documento seria protocolado. Por se arriscarem a assinar as cartas, os vereadores recebiam dinheiro e outros benefícios. Entre as decisões da Câmara alinhadas à vontade do prefeito, estaria o veto à construção de um shopping center na cidade.

Outra negociação investigada aponta que o ex-prefeito de Cabedelo, Luceninha, teria recebido R$ 5 milhões para renunciar ao mandato. As investigações dizem que foi esse esquema que contou com a participação de Fabiano Gomes. Conforme divulgado pela PF, o radialista teria sido uma das pessoas responsáveis por repassar quantias financeiras ao ex-gestor. Na época, Fabiano Gomes disse em nota à impressa que estava “colaborando com as investigações e à disposição dos órgãos competentes”.

Além dessas “trocas de favores” entre empresários, Prefeitura e vereadores, a Operação Xeque-Mate apura que ao menos R$ 30 milhões teriam sido desviados dos cofres públicos de Cabedelo, a partir do loteamento de cargos fantasmas, doações de terrenos com avaliações fraudadas e utilização de laranjas para ocultação patrimonial.

Com Correio e OP9

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