DNA encontrado em seringas e agulhas no Parque do Povo não é de sangue humano

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O coronel Fábio, diretor do Instituto de Polícia Científica (IPC), disse ao ClickPB que o exame de DNA feito no material coletado nas proximidades do Parque do Povo deu negativo para sangue humano. Nenhuma avaliação foi feita para identificar se o sangue era contaminado com HIV.

O laudo foi remetido ao Núcleo de Medicina e Odontologia de Campina Grande (Numol). O IPC recebeu apenas seringas e agulhas encontrados no local da festa do São João de Campina Grande.

Entenda o Caso:

Cerca de 40% dos casos de agulhadas que foram atendidos no Hospital de Trauma de Campina Grande foram registrados na Polícia Civil. A informação é do delegado titular do caso, Henry Fábio. Ele espera esta semana receber do IPC o laudo do exame de DNA realizado no sangue encontrado em agulhas apreendidas em Campina Grande.

O exame de DNA vai apontar se o sangue encontrado em agulhas apreendidas em Campina Grande é humano ou animal, e ainda pode indicar se há alguma contaminação. O material foi encaminhado ao IPC, em João Pessoa.

“Está previsto para quarta-feira. Aí quarta-feira eu vou chamar todo mundo para dar esse desfecho”, disse Henry Fábio. Após o recebimento do laudo, ele deve escutar mais vítimas para individualizar suspeitos.

Esses casos, em princípio, são tratados como lesão corporal de natureza leve, por isso depende do comparecimento da pessoa à delegacia. Por conta da tipificação, a ação é condicionada à representação, ou seja, a denúncia depende das vítimas denunciarem os casos à polícia. “A não ser que haja essa mudança de tipificação, que a gente passe de lesão corporal leve para outro tipo de tipificação, e aí passa a ser incondicionada”, disse o delegado.

Se o laudo apontar contaminação, e dependendo da contaminação, pode ser tipificado como tentativa de homicídio.

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