Acidentado, presidente da Câmara de Areia é forçado a assinar afastamento, mas se nega e causa tumulto no hospital

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Vereadores da cidade de Areia, no Brejo da Paraíba, provocaram um tumulto na tarde desta sexta-feira (8) dentro do Hospital de Trauma de Campina Grande. Eles tiveram que ser impedidos pelos seguranças após chegarem ao local com um advogado a fim de tentar forçar o presidente da Casa, Edvaldo Vigilante, que está internado, vítima de um acidente de carro, aguardando cirurgia, a assinar um documento pedindo afastamento do comando da Mesa Diretora.

O parlamentar, que ainda aguarda o atestado médico para dar entrada em um possível pedido de afastamento, caso necessite, disse que foi surpreendido com a ação dos colegas, os vereadores Neto da Cerau, Dinha de Cícero de Cassimiro e Duca da Jussara. Este último, vice presidente, seria beneficiado com a presidência em caso do afastamento do presidente.

Edvaldo explicou que a Casa está em recesso e acredita que os colegas devem estar com desejo de tomar antecipadamente o comando da Casa para executar ‘as coisas do jeito deles’.

“Aconteceu essa tragédia comigo e continuo hospitalizado, e, para minha surpresa, fui surpreendido com a notícia de que essa comitiva de colegas estaria no Hospital, não para me visitar ou prestar solidariedade, mas para fazer com que eu assinasse um documento pedindo afastamento da presidência, sendo que eu sequer tenho o atestado médico em mãos para pedir qualquer tipo de afastamento nesse momento”, ressaltou.

Edvaldo disse ainda que se pedir, por ventura, afastamento, sem ter mesmo um atestado em mãos, os colegas podem ingressar posteriormente judicialmente solicitando o afastamento definitivo da Mesa.

“Se eu peço afastamento eles vão na justiça pedindo minha saída da Mesa, porque sou presidente até 31 de dezembro”, lembrou.

Apesar da tentativa e da insistência, os vereadores sequer conseguiram fazer uma visita ao vereador. O trio foi barrado pela assistência social da unidade e também pelo jurídico do Hospital.

Até agora nenhum dos três vereadores se manifestou sobre o caso.

 

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