Pedro Cunha Lima desistiu de deixar PSDB para disputar governo, afirma site

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A seis dias do encerramento do prazo da janela de troca partidárias, políticos são atraídos por orçamentos melhores em suas campanhas além da possibilidade de um cargo melhor dentro da estrutura partidária de partidos menores. Com isso, partidos como o DEM do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), e o PSL , agora também de Jair Bolsonaro (RJ), conseguiram encorpar suas bancadas.

De acordo com levantamento do jornal O Globo, divulgado nesta segunda-feira (2), pelo menos 44 deputados federais já comunicaram que mudaram de sigla até o fim do prazo. Enquanto as legendas maiores perderam congressistas, os menores estão absorvendo os desertores. Segundo a legislação vigente, os parlamentares podem aderir ao troca-troca de partidário sem o risco de perder o mandato entre os dias 8 de março e 7 de abril.

O Democratas (DEM), partido do presidente da Câmara e pré-candidato à Presidência da República, Rodrigo Maia (RJ), é o partido que mais ganhou deputados, com sete novos nomes. O aumento das fileiras do DEM também pode impulsionar a campanha de Maia ao criar palanques em diferentes estados e aumentar a força política dentro da Casa. A legenda começou o mandato com uma bancada de 21 deputados. No início da janela partidária estava com 33. Agora, de acordo com o levantamento publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo, que também publicou levantamento nesta segunda-feira (2), está com 41 e é o partido que mais ganhou novos integrantes.

“O nanico PSL recebeu uma verdadeira “explosão habitacional” em termos proporcionais. O motivo foi a filiação do pré-candidato Jair Bolsonaro, que deixou o PSC no primeiro dia de janela partidária. E levou consigo outros integrantes, quase todos da “bancada da bala”, como o próprio filho, Eduardo Bolsonaro (SP), o Major Olímpio (SP), Delegado Fernando Francischini (PR), Delegado Waldir (GO) e outros, somando o total de dez novos integrantes até agora”, diz trecho da reportagem.

Entretanto, com a chegada de Bolsonaro e seus apoiadores, o PSL perde dois dos três nomes que já tinha na Casa: a mineira Dâmina Pereira já está de mudança para o Podemos, enquanto Alfredo Kaefer (PR) ainda avalia a qual sigla se filiará. Veja no link abaixo os parlamentares que já trocaram de partido em levantamento realizado pelo Congresso em Foco na última semana.

O jornal informa ainda que o PP, que não lançará candidato à Presidência, já recebeu cinco filiações de deputado e perdeu apenas uma. O PR ganhou cinco e perdeu quatro parlamentares federais. O PSD, do ministro Gilberto Kassab, teve oficializada uma baixa e quatro novas adesões. O PSB ficou com saldo negativo, com três perdas e um novo nome. O PDT, que lançará Ciro Gomes, soma mais um deputado. Já o Podemos, de Álvaro Dias, perdeu um nome e ganhou cinco novos. A Rede está com dois a menos, o PPS com menos um e o PCdoB com um a mais.

Do outro lado, as maiores siglas do país, como MDB, PSDB e PT estão com saldo negativo. O caso do MDB é o mais expressivo. Com lideranças imersas em descrédito ético e moral, o partido até agora já perdeu oficialmente seis deputados federais e ganhou apenas três, mesmo sendo a sigla do presidente Michel Temer.

Outro agravante para as significativas trocas é o fundo partidário. Em siglas menores, políticos são atraídos por orçamentos melhores em suas campanhas além da possibilidade de um cargo melhor dentro da estrutura partidária.

“Com seu ex-presidente senador Aécio Neves (MG) envolvido na delação da JBS, o PSDB já perdeu o suplente Paulo Martins (PR) e deve ter, até sábado, as baixas de Daniel Coelho (PE), que negocia com o PPS, e Elizeu Dionísio (MS), de partida para o PSB. O deputado Pedro Cunha Lima já estava com um pé fora do ninho tucano quando lhe foi ofertada a chance de disputar o cargo de governador da Paraíba. Aos 29 anos e quatro como deputado federal, sua candidatura oferecerá um palanque estratégico ao pré-candidato à Presidência Geraldo Alckmin. Sua permanência evita também a fuga de seu pai, o senador tucano Cássio Cunha Lima. O PT, que já foi um polo de atração na gestão do ex-presidente Lula, hoje condenado na Lava-Jato, perdeu duas cadeiras na Câmara e ganhou uma”, diz texto dos jornalistas Débora Bergamasco e Thiago Herdy.

Congresso em Foco

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