09/08/2017 às 19h21
Polícia Civil

Água do São Francisco demora a chegar a CG por causa de pontes irregulares, diz polícia

Uma fiscalização feita pela Polícia Civil ao longo de 100 quilômetros no curso da transposição do São Francisco na Paraíba descartou que haja desvios de água feitos por agricultores como causa para a diminuição na vazão.

De acordo com o delegado João Joaldo, da Polícia Civil em Sumé, a delegacia recebeu uma denúncia feita pela Integração Nacional sobre os supostos desvios de água.

Porém, policiais não encontraram furtos de água no curso da transposição, mas sim a construção precária de pontes irregulares que estão barrando o curso normal da transposição.

“Fizemos fiscalização nas margens do Rio Paraíba na tentativa de verificar irregularidades, mas não identificamos nenhum desvio. O que vimos foram pontes construídas de forma irregular e precária por comunidades que ficaram isoladas com a perenização do rio rio”, disse o delegado.

Ainda segundo o delegado, são essas pontes que estão barrando a água e diminuindo consideravelmente a velocidade da vazão da água pelo rio. Também conforme o delegado, a denúncia vai ser devolvida ao Ministério da Integração para que o governo federal tome as providências.

“Como não foi constatado nenhum crime cabe agora ao ministério entrar em contato com entidades e órgãos do Estado para avaliar as medidas necessárias, como a demolição das pontes irregulares e construção de novos equipamentos que permitam a vazão normal das águas”, afirmou o delegado.

Nessa terça (8), o Ministério da Integração Nacional disse que os supostos desvios de água da transposição teriam causado uma perda equivalente a mais de 20 milhões de metros cúbicos de água nos últimos dois meses e meio.

Nesta quarta (9), o ministério afirmou que não havia recebido notificação da Polícia Civil sobre o assunto e que aguarda a conclusão das investigações, assim como a manifestação do Ministério Público para se posicionar.

Portal Correio

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