17/05/2017 às 23h05 • atualizado em 18/05/2017 às 22h06
Educação

Professores da UEPB mantêm greve e podem radicalizar movimento

A greve dos professores da UEPB continuará por tempo indeterminado e o movimento poderá adotar ações mais radicais na busca por reivindicações da categoria. A decisão foi tomada em uma assembleia geral da Associação Dos Docentes Da Universidade Estadual Da Paraíba (Aduepb) na manhã desta quarta-feira (17), que também deliberou por iniciativas na defesa dos 433 professores substitutos da instituição e da prorrogação dos contratos deles até a conclusão do semestre.

Segundo a assessoria de imprensa da Aduepb, a continuidade da greve dos docentes foi aprovada por quase a totalidade dos participantes da assembleia, que contou com professores de todos os campi da instituição, no auditório do curso de Psicologia.

A assembleia também deliberou pela divulgação de uma nota do Comando de Greve, alertando que nenhum docente nesta condição poderá ser constrangido a trabalhar durante a paralisação, com o objetivo de colocar notas, concluir disciplinas ou orientações de trabalhos de conclusão de cursos, sobretudo pelo encerramento de seus contratos no dia 12 de maio. A reunião decidiu que se forem constatados casos desta natureza, o comando grevista deve enviar notificação extrajudicial para a chefia do departamento do professor substituto, questionando a iniciativa e também poderá auxiliar o docente a mover processos por assédio moral.

O Comando de Greve reiterará a solicitação à reitoria para o fechamento total do sistema de controle acadêmico da universidade, bloqueando qualquer possibilidade de inserção de notas, registro de aulas e outras atividades durante o período de greve.

Ocupa

A assembleia geral da Aduepb também decidiu que apoiará materialmente e politicamente a construção do ‘Ocupa Brasília’, uma manifestação que ocorrerá no próximo dia 24 de maio para protestar contra as reformas da previdência, trabalhista e a Lei da Terceirização.

Pós

Um diálogo mais intenso com as coordenações dos programas de pós-graduação também foi aprovado na assembleia, com o objetivo de fazer com que aqueles que ainda mantenham o funcionamento integral paralisem as atividades, aumentando a adesão à greve.

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