CPI da violência contra jovens negros será instalada na PB

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a apurar as causas, razões, consequências, custos sociais e econômicos da violência, morte de desaparecimento de jovens negros e pobres no Brasil fará uma audiência pública nesta sexta-feira, 3 de julho, em João Pessoa, na Paraíba, por sugestão do deputado federal Luiz Couto (PT-PB). Será às 14 horas no auditório da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado da Paraíba (Fecomercio), na avenida Des. Souto Maior, no Centro de João Pessoa. Antes, pela manhã, os integrantes da CPI farão uma diligência na comunidade Marco Moura, no bairro de Tibiri II, em Santa Rita, onde, de acordo com representantes do movimento negro na Paraíba, nos últimos três anos houve o maior número de casos de violência contra o segmento jovem negro e pobre no Estado.
Segundo o Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e Desigualdade Racial, a Paraíba é o estado com maior risco relativo aos jovens negros. No estado, um jovem negro tem 13,4 vezes mais chance de ser assassinado do que um jovem branco. Pernambuco possui a segunda maior taxa (11,57).
Além de Luiz Couto, participarão das atividades da CPI da Violência contra jovens negros e pobres em João Pessoa os deputados federais Reginaldo Lopes (presidente), Rosângela Gomes (relatora), além do Delegado Edson Moreira, Damião Feliciano e Wilson Filho.
Entre as autoridades estaduais convidadas estão o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB); o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT); além dos secretários estaduais de Segurança e Defesa Social, Cláudio Lima; da Educação, Aléssio Trindade; da Saúde, Roberta Abath; da Mulher e Diversidade Humana, Gilberta Soares; e da Administração Penitenciária, Wagner Dorta; além do procurador geral de Justiça, Bertrand Asfora; o procurador do Ministério Público Federal (MPF), José Godoy de Souza; bem como os deputados Estela Bezerra (Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa da Paraíba), Frei Anastácio (Comissão de Direitos Humanos da ALPB) e Anísio Maia (Comissão de Segurança da ALPB); a delegada de Defraudações de Campina Grande, Maria do Socorro Barbosa Fausto; a promotora de Justiça, Infância e Juventude de Bayeux, Fabiana Lobo; e a presidente da Fundac, Sandra Marrocos.
Foram convidadas ainda várias entidades ligadas à juventude e ao movimento negro, a exemplo de Bamidelê, Fórum Estadual da Juventude Negra, Movimento Negro de Campina Grande, Juventude de Terreiros, Movimento Hip Hop, Coletivo de Mulheres Campo e Cidade, Movimento Negro de Sapé, Movimento Criança e Adolescentes (Remar/ Fórum DCA / Pastoral), Movimento Capoeira, Terreiro de Patos, PJR, Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira (CENARAB), entre outras.

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