12/06/2015 às 16h00
Dois discursos no governo

“Não há perspectiva de retorno da CPMF”, garante ministro da Fazenda

Joaquim Levy, chief strategy officer of Bradesco Asset Management Ltd., speaks at the FinanceAsia Brazil Investment Summit in Hong Kong, China, on Tuesday, Nov. 29, 2010. Brazil’s economy is expected to expand 7.3 percent this year, Banco do Brasil Deputy Governor Luiz Pereira said today in Hong Kong, reiterating the central bank’s forecast. Photographer: Thomas Lee/Bloomberg *** Local Caption *** Joaquim Levy

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nesta sexta-feira (12), que “não há perspectiva” de retorno da CPMF. “Pelo menos que eu esteja vendo”, afirmou ele.

“Eu não estou cogitando”, afirmou ele, na saída de encontro com empresários em São Paulo, ao ser questionado pelo G1 sobre o assunto.

 

A “volta” da Contribuição sobre Movimentações Financeiras (CPMF) foi sugerida pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, durante o 5º Congresso do PT em Salvador. Segundo o jornal “O Globo”, Chioro tem negociado com governadores a criação de um novo imposto para aumentar os recursos para o setor. Conhecida como “imposto do cheque”, a CPMF foi criada para subsidiar a saúde e extinta em 2007.

Vitórias com ajuste fiscal
Segundo Joaquim Levy, o governo já “colheu vitórias” com as medidas implementadas no âmbito do ajuste fiscal e o país já vive uma situação mais próxima da “realidade”.

Entre as vitórias, ele citou o maior afastamento do risco de rebaixamento da nota da dívida pública do Brasil e a aprovação no Congresso como a medida que muda as regras e reduz benefícios sociais como o seguro-desemprego.

“No começo deste ano as coisas eram diferentes do que são hoje”, disse Levy. “Conseguimos afastar o risco de dowgrade [de rebaixamento da nota do país pelas agências de classificação de risco). Não é um risco eliminado, mas a gente conseguiu virar”, destacou.

O ministro citou também como vitória a recente captação no exterior da Petrobras, que conseguiu voltar ao mercado de capitais com a emissão de títulos de 100 anos. “A demanda foi 3 vezes maior que a oferta”, destacou.

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