Padre absolvido da acusação de abuso sexual volta a celebrar missas na PB

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Após 4 anos e 03 meses de afastamento de todas as suas funções de padre, onde passou por uma longa investigação policial e judicial após denúncias de pedofilia, a justiça arquivou no ano de 2017 o processo movido contra o Padre Jaildo Souto por falta de provas testemunhal e oral. A decisão foi da juíza Daniere Ferreira, a pedido da promotora Cassiana Mendes, procuradora do Ministério Público da Paraíba (MPPB).

Com a decisão judicial a seu favor, faltava a decisão do Vaticano, que também arquivou o processo contra o sacerdote o inocentando de todas as acusações de pedofilia.

Com a inocência confirmada em todas as esferas, o Papa Francisco ordenou que fossem devolvidas às ordens sacerdotais ao Padre Jaildo Souto, ex-pároco de Pitimbú, e na noite deste sábado (05), o Arcebispo da Paraíba Dom Delson o nomeou na Missa de Crisma da Paróquia São Francisco de Assis em Mangabeira VII, como Vigário Paroquial.

Até então a paróquia só tinha o Padre Francisco Azevedo, pároco local , que a partir de agora poderá contar com a ajuda do Padre Jaildo.

Os fiéis acolheram com muita alegria, sendo aclamado com um grande salva de palmas após o anúncio oficial feito pelo Arcebispo Dom Manoel Delson.

O Padre Jaildo foi pároco de Pitimbu, onde fez um trabalho de resgate dos jovens das drogas e do alcoolismo, deu um novo ânimo a paróquia trazendo de volta os católicos afastados, fundou o terço dos homens onde chegou a ter 180 pescadores com o terço na mão todas as segundas-feiras na Igreja da cidade, caminhada bíblica saindo de Pitimbu até Taquara num percurso de 6 km, a Vigília de Pentecostes, a Romaria de Nossa Senhora da Penha, de Acaú para Taquara num percurso de 14 km, retiro para os jovens gratuitamente, além de ter incentivado a participação dos nativos nas missas dominicais, tendo em vista que quando terminava o tempo do veraneio só ficavam frequentando a igreja cerca de 20 a 30 fiéis na Igreja.

Com o trabalho desenvolvido pelo Padre Jaildo, Pitimbu passou a ter uma comunidade católica participativa.
O Padre Jaildo também deixou um relógio na Igreja de Pitimbu que tocava a ave-maria, mas, atualmente se encontra parado, e os moradores compram a reativação.

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